9 junho 2016

Novidade aquicultura: chocolate de microalgas sem calorias

Novidade aquicultura: chocolate de microalgas sem calorias


Cientistas britânicos recentemente afirmaram a descoberta de uma forma de produzir chocolates mais saudáveis. Eles contam com a ajuda de um pequeno organismo marinho, bastante familiar para quem trabalha com aquicultura.

Os pesquisadores descobriram que uma microalga verde, similar àquelas que produzem espuma nos viveiros de cultivo, produz uma substância química de proteção em situações adversas. Quando refinado, transformando-se em um pó branco, a substância pode ser utilizada para adoçar produtos, sem adição de calorias!

Embora o adoçante, ainda sem nome, seja utilizado para sentir o sabor do açúcar, testes preliminares sugerem que a substância passa diretamente pelo trato gastrointestinal sem ser digerida.

Este projeto está sendo desenvolvido de forma conjunta por duas empresas: uma gigante de confeitos, chamada Mars e a GlycoMar, empresa de biotecnologia marinha.

A pressão sobre os fabricantes de alimentos para reduzirem os níveis de açúcar é cada vez maior, e não à toa: estamos diante de uma epidemia de obesidade e de doenças associadas ao alto consumo de açúcar. No Reino Unido, até um terço do chocolate comercializado terá uma redução considerável em seu valor calórico até 2021 e as empresas estão correndo para encontrar o substituto perfeito.

A GlycoMar descobriu que uma pequena alga verde, de nome científico Prasinococcus capsulatus, produz um adoçante que não tem gosto amargo nem textura desagradável. Atualmente os esforços da empresa concentram-se em desenvolver formas de produzi-la em escala comercial, visando competir com o açúcar tradicional no preço.

A empresa escocesa já utiliza microalgas e outros organismos marinhos na fabricação de medicamentos. A Mars está testando agora o novo adoçante em chocolates.

O presidente da GlycoMar, professor Mike Wyllie, disse: “Supondo que o sabor é o mesmo, o chocolate de baixa caloria poderia ser muito bem-vindo pelos consumidores em geral e diabéticos, por exemplo”.

Fonte: Portal Aquaculture Brasil