9 maio 2016

Fazenda aposta em genética para melhorar fertilidade


Na busca constante por maior produtividade, a fertilidade se torna peça chave para alavancar a receita de uma fazenda. Uma matriz que gera um bezerro por ano pode contribuir para bom lucro na venda, no caso da cria; ou economizando com a reposição, no caso da recria e engorda.

O Grupo Santa Mariana formou a base de seu rebanho com a compra de matrizes na Liquidação de Plantel da Fazenda Paquetá em 2012, e desde então vem somando ganhos consideráveis em produtividade.

Na Fazenda Guanabara, em Alvorada do Sul, MS, voltada à cria, o índice de fertilidade foi de 82% no último ano em um plantel com 3.113 matrizes. “Fizemos uma IATF, que resultou no índice de prenhez de 64%. Em seguida colocamos o touro para cobrir as fêmeas vazias”, destaca Marino Geraldo de Oliveira, administrador da fazenda, que espera aumento na taxa de prenhez este ano, já que as vacas passarão por duas IATFs.

A produção abastece as demais unidades do grupo, 13 no total, sendo 12 no MS e uma no Tocantins. As matrizes costumam ter vida útil de seis anos, gerando quatro crias no período. Os acasalamentos são feitos com touros com boas avaliações para precocidade e habilidade materna.

A fazenda ocupa uma área total de 6,4 mil hectares, sendo 4,8 mil dedicados a pastagem extensiva e 550 hectares arrendados para as culturas de milho e soja. A taxa de lotação média é de 1,3 unidades por hectare. “Como trabalhamos com cria, não temos um controle muito rígido, pois depende muito de quantos animais temos no momento”, explica Oliveira.

Para os próximos anos, o objetivo é aumentar a área de agricultura e de pecuária também. “Queremos ampliar nossa atividade como um todo. Acreditamos que ambas as atividades são complementares e caminham juntas”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal DBO