Tratamento

Não existe tratamento para raiva e sim programas de profilaxia e vacinação dos animais.

Atualmente são produzidas no Brasil dois tipos de vacinas anti-rábicas, sendo uma vacina de vírus vivo atenuado e uma outra vacina inativada, em que ambas apesar de apresentarem diferenças do ponto de vista técnico, devem ser conservadas a uma temperatura de 2 a 8 ºC.

Vacinas atenuadas


São específicas, sendo atenuadas para uma determinada espécie.

Temos como exemplo, as vacinas atenuadas que estão sendo utilizadas para herbívoros no Brasil, as quais se forem aplicadas em outras espécies animais podem induzir a doença, inclusive com riscos de contaminação para o homem.

Vacinas inativadas


S ão produzidas de uma forma em que o RNA viral é destruído tornando-se absolutamente inócuo e representam cerca de 95 % da produção nacional.

As vacinas inativadas apresentam inúmeras diferenças, com relação às atenuadas, tais como:

  • Pela excelente inocuidade que possui, podem ser utilizadas para todas as espécies animais
  • São vacinas mais resistentes e adequadas para as nossas condições climáticas, devido terem maior termoestabilidade do que a atenuada, resistindo melhor às alterações do meio ambiente, comuns em um País de clima tropical
  • São vacinas que apresentam boa inocuidade e ausência de riscos a seres humanos e as espécies animais
  • Têm a vantagem de serem mais conhecidas pelos produtores rurais

As vacinas anti-rábicas após produzidas passam por uma bateria de testes oficiais nos Laboratórios Oficiais de Referência Animal do Ministério da Agricultura, quanto a sua esterilidade, inocuidade e potência, para depois desses testes, estando dentro dos padrões exigidos pela legislação, serem liberadas para o comércio.

As vacinas anti-rábicas após fabricadas, devem seguir os padrões de conservação entre 2 a 8 ºC e quando chegarem ao comércio e na fazenda manter este padrão.

No transporte da revenda para a fazenda e fazenda para o campo a conservação deve ser feita em caixa de isopor com gelo.

Vários protocolos para vacinação de herbívoros são indicados, porém o que apresenta melhor resultado é a primovacinação dos animais até os 3 meses de idade, no seguinte esquema:

Bezerros provenientes de mães não vacinadas


Realizar a primeira vacinação logo ao nascer e repetir uma segunda dose 30 dias após, pois estes animais estão descobertos imunologicamente, em virturde das mães não transmitirem anticorpos maternos através do colostro.

Muitos técnicos questionam essa vacinação ao nascer, pois os bezerros não têm ainda completado o seu sistema de defesa, porém, com certeza ela é importante, pelo estímulo que exerce nas células de memória, as quais serão ativadas quando os bezerros receberem a segunda dose 30 dias após a primovacinação.

Bezerros provenientes de mães vacinadas


R ealizar a primeira dose aos 3 meses de idade, considerando que estes animais já estão cobertos imunologicamente, pela imunidade passiva adquirida da mãe vacinada através do colostro, que os protegeram até os 3 meses de idade.

Após a implementação do programa inicial, repetir anualmente as vacinações, sempre que for necessário nas regiões onde existam surtos de raiva herbívora.

Dosagem


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA - padronizou o uso de 2 ml de vacina por animal (bovinos e eqüínos) em aplicação subcutânea e intramuscular.