Sintomas
Os efeitos do parasitismo gastrintestinal e pulmonar dos bovinos de corte é variável, em que fatores como idade, grau de resistência e nutrição, são fundamentais para determinação do grau de morbidade e mortalidade dos animais infectados.
Os sintomas das verminoses gastrintestinais podem ser divididos em duas fases: Fase aguda e fase crônica.
Na fase aguda temos uma anemia moderada, gastroenterite catarral, desidratação, retardo de desenvolvimento e crescimento, diarréia líquida ou pastosa e pêlos arrepiados e sem brilho.
Na fase crônica, período mais avançado dos sintomas, observa-se debilidade orgânica geral, edema submandibular e nas partes baixas (sinal de uma infestação por Haemonchus spp), diminuição significativa na produção de leite e
carne, emagrecimento, anemia acentuada e morte.
As diarréias podem aparecer ou não em verminoses crônicas.
Nas infecções por Strongyloides papillosus nos animais jovens pode ocorrer uma dermatite transitória com eritema e intenso prurido, que são fácilmente reconhecidas, quando afastamos os pelos do abomen e os animais adultos
apresentam os mesmos sintomas na região das patas.
Nas fases de migração das larvas quando na passagem por órgãos e tecidos, podem ocorrer processos inflamatórios edematosos, que podem evoluir para uma gastroenterite hemorrágica.
Nas verminoses pulmonares aparecem acessos de tosse, dispnéia e nos casos crônicos corrimento nasal, muco purulento persistente, incoordenação motora e caquexia.
A presença das verminoses pulmonares leva a uma redução da imunidade do animal que fica suscetível à infecções secundárias causadas por bactérias, vírus, micoplasmas e outros microorganismos, que levam este animal pela debilidade orgânica existente,
aapresentar quadros de pneumonias, gastroenterites e infecções generalizadas.
Nas tênias os sinais e sintomas principais são aumento do apetite, pela competição exercida entre o parasitismo e o organismo animal e a presença de proglotes que são eliminados nas fezes.
Em animais jovens se houver uma infestação maciça, podem ocorrer diarréias causadas pela irritação da mucosa intestinal.
Não existem sintomas claros por cisticercose nos bovinos.
Na fasciolose, ao contrário de outras parasitoses, a apresentação dos sintomas é de forma pouco aparente, sendo que 5% dos casos encontrados se manifestam de maneira clara e visível, em que a exteriorização dos seus efeitos se dá a longo prazo, de
forma muito lenta.
O enfraquecimento dos animais, pelas lesões hepáticas, os tornam vulneráveis a outras enfermidades, que normalmente não os afetariam, porém com a presença da fasciolose, o animal que estará debilitado orgânicamente, morrerá pela exacerbação ou
aparecimento de outra doença que pode ser de origem virótica, bacteriana ou até verminótica.
Na fasciolose aguda, aparece uma emaciação rápida e alta mortalidade.
Na fasciolose crônica, dependendo do grau de infecção, poderá ocorrer anemia, inapetência, sinais de desnutrição, edema submandibular e anorexia. Mesmo após tratamento, com Fasciolicidas, o fígado lesado dos animais não apresenta recuperação.
Portanto, a sintomatologia clássica de uma infecção verminótica, tem os seguintes sinais:
- Inapetência
- Anorexia
- Anemia
- Fezes líquidas ou pastosas, negras ou amarronzadas
- Pelos secos, arrepiados e sem brilho
- Vassoura da cauda quebradiça
- Emagrecimento progressivo
- Tosse
- Corrimento nasal muco-purulento
- Edema submandibular
- Abdomen distendido