Tratamento

A eliminação total dos helmintos gastrintestinais e pulmonares é praticamente impossível, devido à estreita relação existente entre o hospedeiro, o parasito e o meio ambiente.

O que se busca é a diminuição da carga parasitária no animal e no meio externo, pela adoção de tratamentos táticos e estratégicos, buscando uma minimização das perdas causadas pelo parasitismo.

Na escolha do anti-helmíntico utilizado nos programas de everminação, entra a assistência do Médico Veterinário, pois este profissional tem a certeza que, ao lançar mãos das melhores condições de controle das verminoses, como manejo e profilaxia, conseguirá obter o máximo de produtividade e lucratividade em um rebanho.

Um anti-helmíntico, por melhor que seja, tem os seus prós e contras. Tratando-se da escolha do mais adequado, é uma decisão técnica que exige conhecimento de epidemiologia e farmacologia.

Mesmo assim, por mais que se tenha conhecimento técnico, ainda resta a dúvida sobre qual medicamento é mais apropriado para se iniciar o tratamento anti-helmíntico.

Além disto, os detalhes da implantação de um programa de controle de verminose dependem ainda do conhecimento por parte do executor e das condições da propriedade que será trabalhada.

O Vermífugo ideal é aquele que deve ser eficaz contra os vermes redondos, chatos e foliares, combatendo todas as formas do desenvolvimento do parasito, como ovo, larvas, larvas inibidas e adultos.

O exame de OPG é uma boa opção para saber qual o momento exato de um tratamento anti-helmíntico, necessitando de uma adequada interpretação. Segue um exemplo:

Em animais de cria com OPG de 250 deHaemonchus spp, pode ser efetuada a recomendação de tratamento, enquanto num exame OPG de 500 ovos de Cooperia spp ainda pode se pensar numa vermifugação mais a frente.

Os anti-helmínticos utilizados no tratamento das verminoses gastrintestinais tem dois mecanismos de ação, ou seja:

  • Pelo rompimento dos processos de energia por parte dos vermes, esgotando suas reservas e matando-os por inanição
  • Expulsando-os, pela condição que leva o parasito a um estado de paralisação neuromuscular, sendo assim eliminado pelo hospedeiro

Em 1980, Prichard etal. classificaram os anti-helmínticos em




  • Grupo I - Os Benzimidazóis
  • Grupo II - Os Imidatiazóis e Pirimidinas
  • Grupo III - As Salicilanilidas e Substitutos Fenólicos
  • Grupo IV - Os Organofosforados

Na década de 70, apareceram as Lactonas Macrocíclicas, que revolucionaram o mercado antiparasitário, pois estas drogas possuem propriedades antiparasitárias diferenciadas, combatendo os principais ectoparasitos e endoparasitos dos animais domésticos, sendo então denominadas de endectocidas.

Com o aparecimento de focos de resistência, os endectocidas são a primeira opção no controle das ecto/endoparasitoses.

No controle da Fasciola hepatica algumas moléculas têm sido utilizadas, como por exemplo o Triclabendazole, pertencente ao grupo dos benzimidazóis. O triclabendazole é reconhecido como o mais efetivo fasciolicida, por possuir ação antiparasitária sobre os 3 estágios de desenvolvimento da Fasciola hepatica, ou seja, a forma imatura, jovem e adulta.