Diagnóstico

Métodos Indiretos
 
Esses métodos, extremamente empregados pela sua praticidade e baixo custo, baseiam-se na detecção de anticorpos contra o BVDV no soro ou no leite dos animais.

Podem ser quantitativos (informam sobre a quantidade de anticorpos presentes) ou qualitativos (informam a presença ou não de anticorpos).

As técnicas mais comumente usadas são a soroneutralização viral (SN) e o ELISA.

Os métodos quantitativos dependem da colheita de soros pareados (uma amostra colhida na fase aguda da doença e outra e na convalescença) para mostrar o aumento no título de anticorpos.

Já os métodos qualitativos não impõem esta condição, sendo entretanto necessário assegurar a não utilização prévia de vacinas para que a positividade traduza infecções naturais.

De suma importância é ressaltar a incapacidade dos métodos indiretos de detectar animais PI, em função do fenômeno de imunotolerância observado nesses animais.

Métodos Diretos

Tais métodos baseiam-se na detecção do BVDV ou de seus componentes (proteínas e ácidos nucléicos) e constituem a forma mais objetiva de diagnóstico da infecção.

Entre os métodos diretos mais comumente empregados estão:

a) o isolamento do BVDV em cultivos celulares;
b) a detecção de antígenos virais através das técnicas de imunofluorescência, imunoperoxidase ou ELISA;
c) a detecção de ácidos nucléicos virais através das técnicas de hibridização e PCR.

BVD aguda

A BVD aguda é diagnosticada pela demonstração de soroconversão com soros pareados, com intervalos de aproximadamente 3 semanas.

A pesquisa de soroconversão em outros animais eventualmente assintomáticos constitui estratégia que fortalece o diagnóstico.

Abortos associados ao BVDV

  • Em casos de aborto, a pesquisa de anticorpos na mãe é problemática pois muitas vezes o aborto ocorre após longo tempo da infecção aguda
  • Caso a fêmea seja soronegativa, pode-se excluir o BVDV como causa do aborto, exceto no caso da fêmea constituir-se num animal PI.
  • É possível realizar-se a pesquisa de anticorpos ou do vírus no feto abortado e a presença de ambos, ou um deles, demonstra a infecção intrauterina

Infecções neonatais / Animais PI

  • O sorodiagnóstico da infecção neonatal implica na colheita de soro antes do animal ingerir o colostro, sendo o animal testado tanto para presença de anticorpos como de vírus
  • A presença de vírus aponta tanto para o fato que o animal pode ser um PI, como eventualmente para uma infecção aguda
  • Animais PI são confirmados pela persistência do vírus no sangue após o desaparecimento dos anticorpos maternais, aproximadamente aos 3 meses de idade
  • Bezerros que nesta ocasião permanecerem soropositivos indicam uma infecção intrauterina
  • A soropositividade de bezerros após a queda de anticorpos maternos pode estar relacionada a defeitos congênitos, retardo no crescimento e perda de vigor
  • Animais PI são confirmados pela detecção de vírus em 2 amostras de sangue colhidas com EDTA ou heparina, em intervalos de 3 meses
  • Devido ao estado de imunotolerância, esses animais não podem ser detectados pela pesquisa de anticorpos

MD

A MD é diagnosticada pela detecção do vírus nos órgãos

A confirmação final é obtida pelo isolamento de BVDVcp no intestino, biotipo este quase que exclusivamente isolado de casos de MD.