Profilaxia
Na profilaxia da Brucelose o Ministério da Agricultura tem autorizado vários testes sorológicos que levam ao diagnóstico da doença e também a realização dos programas de vacinação de caráter obrigatório, com uma vacina elaborada com amostra viva B19 de
Brucella abortus, auxiliando no seu controle epidemiológico e não a sua erradicação.
As vacinas produzidas com as amostras B19 têm algumas vantagens técnicas que devem ser conhecidas como também outras considerações importantes como:
- Possuem reduzida virulência, sendo bastante estáveis e com excelente tolerância, não causando reações locais e sistêmicas que sejam relevantes, comprometendo a sua eficácia
- A imunidade conseguida com esta amostra quando aplicada em fêmeas com idade média de 6 meses, confere uma imunidade até a 5ª gestação
- A vacinação das bezerras aos 6 meses evita a eliminação da vacina através do leite
- Evitar a vacinação em animais infectados, pois a vacina não tem nenhum efeito adicional
- Não aplicar a vacina em vacas nos últimos meses de gestação, pois poderão ocorrer abortos
- A vacina não confere 100 % de imunização, sendo que numa vacinação de um rebanho, consegue-se um índice de proteção de 70-80%
- Os machos não podem ser vacinados
De acordo com o estabelecido pelo Ministério da Agricultura e para cumprimento do PNCEBT, o programa de vacinação, deverá ser feito semestralmente, com duas campanhas anuais, junto com a febre aftosa, cobrindo assim a maior parte dos nascimentos
ocorridos durante o ano, vacinando as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade.
As fêmeas adultas acima de 24 meses, só poderão ser imunizadas nas regiões onde exista uma alta prevalência de Brucelose, utilizando nestas situações, outros imunógenos que não causem interferência nos testes de diagnóstico para monitoramento da
doença, sendo proibida a utilização de vacinas com amostra B 19, pois os animais adultos vacinados, tendem a persistir com títulos aglutinantes.